Jornalista da Globo dá a entender que os dias de Moraes no STF estão contados em caso de vitória da direita no Senado

Paulo Bahia
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  Em análise publicada neste sábado (1º), a jornalista Thaís Oyama afirma que as eleições de 2026 deixaram de representar apenas uma disputa pelo comando do Palácio do Planalto e passaram a ter um peso decisivo também para o futuro político do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.


  Na avaliação da colunista, o bolsonarismo passou a enxergar Moraes como seu principal adversário institucional. Por isso, o resultado das urnas poderá redefinir a correlação de forças entre o Supremo e a direita.


  Segundo Oyama, caso a direita conquiste maioria no Senado Federal e um candidato desse campo político — como Flávio Bolsonaro, em uma eventual candidatura vitoriosa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva — assuma a Presidência da República, o cenário político poderá se tornar significativamente mais favorável ao avanço de pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes.


  A jornalista observa que essa hipótese confere às eleições um significado que vai além da sucessão presidencial. Como o Senado é o órgão responsável por processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade, uma mudança na composição da Casa poderia alterar substancialmente o destino de pedidos de impeachment que hoje não prosperam.


  Na interpretação de Thaís Oyama, esse contexto faz com que a disputa eleitoral de 2026 adquira um caráter de sobrevivência política para Alexandre de Moraes. A colunista sustenta que uma eventual derrota do atual campo governista, combinada com uma maioria conservadora no Senado, poderia colocar o ministro diante do maior risco institucional de sua trajetória no Supremo.


  Fonte: Coluna de Thaís Oyama publicada em O Globo (1º de agosto de 2026).

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