Segundo o Financial Times, a possibilidade voltou a ser discutida dentro do governo dos Estados Unidos após medidas determinadas pelo ministro contra um jornalista e sua suposta fonte; autoridades americanas demonstram preocupação com liberdade de imprensa no Brasil.
O governo do presidente Donald Trump voltou a discutir a imposição de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as possibilidades analisadas está a reaplicação das sanções previstas na Lei Magnitsky, que já atingiram o magistrado anteriormente.
A informação foi publicada neste domingo (16) pelo jornal britânico Financial Times e repercutida pelo G1. Pessoas familiarizadas com as discussões afirmaram ao periódico que novas medidas contra Moraes estão sendo consideradas pela administração americana.
Segundo uma das fontes ouvidas pelo Financial Times, a reimposição de medidas da Lei Magnitsky está em análise dentro do governo dos Estados Unidos.
Caso envolvendo jornalista reacendeu discussão nos EUA
De acordo com a reportagem, um dos principais fatores para a retomada das discussões foi a atuação de Moraes em uma investigação envolvendo o jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida e uma pessoa apontada como sua fonte.
O jornalista publicou reportagens relacionadas a um suposto uso irregular de veículos oficiais envolvendo o ministro do STF Flávio Dino e familiares no Maranhão. Moraes posteriormente autorizou medidas de busca contra Luís Pablo e, mais recentemente, contra o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista.
O episódio despertou preocupação entre integrantes do governo americano sobre uma possível violação à liberdade de imprensa e ao sigilo da fonte jornalística.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, autoridades americanas passaram a enxergar o caso como mais um elemento dentro das críticas feitas pela administração Trump à atuação de Alexandre de Moraes.
Moraes pode voltar à lista da Lei Magnitsky
Alexandre de Moraes já foi alvo da Global Magnitsky Act durante o governo Trump. Em julho de 2025, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos incluiu o ministro em sua lista de sanções, acusando-o de envolvimento em graves violações de direitos humanos.
Na ocasião, o governo americano afirmou que Moraes estaria envolvido em uma campanha de censura, detenções arbitrárias e processos considerados politizados. As sanções foram retiradas em dezembro de 2025.
Agora, porém, a possibilidade de retorno das sanções está novamente sobre a mesa.
A retomada da Lei Magnitsky representaria uma nova escalada na pressão do governo Trump sobre Alexandre de Moraes e poderia impor novamente restrições financeiras ao magistrado no sistema americano.
Apesar das discussões, nenhuma nova sanção foi oficialmente anunciada até o momento. A informação disponível é de que integrantes do governo Trump estão avaliando a medida.
O novo movimento acontece em meio a uma deterioração das relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos e reforça que Alexandre de Moraes voltou ao centro das discussões em Washington sobre liberdade de expressão, direitos individuais e atuação do Judiciário brasileiro.
Fontes: G1; Financial Times; Reuters; Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
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