O deputado estadual Renato Freitas (PT) publicou um vídeo em seu perfil no Instagram no qual faz duras críticas ao ministro Dias Toffoli, relator no Supremo Tribunal Federal de investigações relacionadas ao Banco Master.
Na gravação, Renato Freitas questiona a imparcialidade do ministro ao afirmar que familiares de Toffoli teriam mantido negócios milionários ligados a estruturas empresariais sob suspeita no caso. Segundo o parlamentar, irmãos e um primo do ministro teriam sido proprietários de um resort e de uma empresa imobiliária no Paraná em sociedade com um fundo de investimentos chamado Arlim, que, de acordo com ele, integraria uma teia empresarial associada às investigações envolvendo o Banco Master.
“O responsável por investigar uma fraude bilionária tem familiares com negócios milionários ligados ao mesmo banco. Isso é absurdo demais”, afirmou o deputado.
Freitas também declarou que a gestora do fundo citado, a Reag, estaria sendo investigada por suposta lavagem de dinheiro e conexões com o crime organizado. Para o parlamentar, esses elementos, por si só, já seriam suficientes para justificar o afastamento de Toffoli da relatoria do caso.
As críticas se estenderam às decisões iniciais tomadas pelo ministro no processo. O deputado questionou o decreto de sigilo máximo e classificou como “estranha” a determinação de uma acareação entre o dono do Banco Master e o diretor do Banco Central antes da oitiva dos demais investigados, afirmando que a medida não seria usual na prática jurídica.
Renato Freitas também mencionou uma viagem recente de Toffoli para um jogo da Libertadores em um jatinho particular pertencente a um advogado ligado ao Banco Master, apontando o episódio como mais um fator que, segundo ele, comprometeria a aparência de imparcialidade exigida do relator.
“As conexões são tantas que fazem a gente se perguntar se ele tem a isenção necessária para ser o juiz do caso. A resposta é óbvia: não tem”, disse.
Ao final do vídeo, o parlamentar defendeu a redistribuição do processo do Banco Master para outro magistrado, afirmando que, enquanto Toffoli permanecer como relator, o caso permanecerá “sob uma nuvem de suspeita”, o que, segundo ele, comprometeria a confiança da sociedade na Justiça.
Renato Freitas é o mesmo deputado do PT que se envolveu em uma briga de rua com um apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro há poucos meses, episódio que teve ampla repercussão nas redes sociais.
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