A decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar que todas as apreensões realizadas no âmbito do chamado caso Master permaneçam sob guarda da Corte gerou forte reação nos bastidores da Polícia Federal.
Segundo apuração do jornalista Octavio Guedes, da GloboNews, integrantes da Polícia Federal relataram “perplexidade” com a decisão do ministro. Policiais ouvidos afirmam haver preocupação concreta com o risco de destruição, ocultação ou comprometimento de provas sensíveis apreendidas durante a investigação.
A avaliação interna da corporação é de que a centralização do material exclusivamente no Supremo Tribunal Federal pode dificultar o avanço das apurações, especialmente no que diz respeito à análise técnica e ao cruzamento de informações obtidas nas diligências.
A decisão de Toffoli ocorre em meio a um contexto delicado. Há poucos dias, reportagens revelaram que irmãos e um primo do ministro teriam mantido vínculo societário, por meio de um fundo de investimentos, com pessoas ou estruturas sob suspeita no caso Master. As informações trouxeram ainda mais atenção pública e institucional ao processo.
Apesar das críticas reservadas feitas por integrantes da Polícia Federal, a corporação segue cumprindo integralmente as determinações judiciais. O STF, por sua vez, ainda não se manifestou oficialmente sobre as preocupações relatadas pelos investigadores.
O caso segue sob análise da Corte e permanece cercado de forte expectativa quanto aos seus desdobramentos, tanto no âmbito jurídico quanto institucional.
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