Em mais um episódio que expõe a seletividade da mídia e da esquerda em casos de assédio, o deputado federal do PT [nome do deputado, conforme a matéria] foi preso em flagrante no aeroporto após denúncia de importunação sexual contra uma mulher. A ocorrência, registrada pela Polícia Federal e confirmada por fontes oficiais, aconteceu durante viagem, quando a vítima relatou toque indevido e comportamento inadequado por parte do parlamentar petista.
A prisão em flagrante demonstra que, ao menos nesse caso, a lei foi aplicada com rapidez: a mulher teve coragem de denunciar na hora, a polícia agiu imediatamente e o deputado foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais. Para o público conservador, o fato é mais uma prova de que ninguém está acima da lei – nem mesmo quem ocupa cargo eletivo e carrega a bandeira da “luta contra o machismo” e da “defesa das mulheres”.
O que mais chama atenção, porém, é o silêncio ensurdecedor de certos setores. Quando o acusado é de direita ou bolsonarista, qualquer acusação – mesmo sem provas concretas – vira manchete nacional, plantão na Globo, trending topic e linchamento virtual por dias. Mas quando o envolvido é do PT, a cobertura costuma ser fria, discreta ou até protetora: “alegação”, “denúncia isolada”, “questão pessoal”. A vítima, nesse caso, merece o mesmo respeito e apoio que seria dado em situações inversas – e não o constrangimento de ver seu caso abafado por quem prega “sororidade” só quando convém.
O deputado, que sempre se posicionou como defensor de pautas feministas e progressistas, agora enfrenta a contradição de suas próprias bandeiras. Importunação sexual não tem partido, mas a hipocrisia tem: quem usa o discurso de gênero para atacar adversários políticos deveria ser o primeiro a condenar atos como esse dentro de suas fileiras. Em vez disso, o padrão é relativizar, esperar “investigação completa” ou simplesmente ignorar.
Para milhões de brasileiros que acompanham a política com olhos críticos, episódios assim reforçam a percepção de dois pesos e duas medidas. A esquerda cobra rigor moral da direita 24 horas por dia, mas quando o problema bate à própria porta, o tom muda: vira “questão judicial”, “direito à defesa” ou “não podemos julgar antes do devido processo”. Enquanto isso, a vítima – uma mulher comum que teve a coragem de reagir – fica à mercê de uma narrativa que prefere proteger o mandato ao invés da dignidade feminina.
A prisão do deputado petista é, acima de tudo, um lembrete: assédio e importunação sexual são crimes graves, independentemente de filiação partidária, cargo ou discurso público. A lei deve valer para todos – sem exceção, sem seletividade. E quem defende “mulheres” no plenário precisa provar coerência fora dele.
Que a Justiça siga seu curso com rapidez e imparcialidade, que a vítima seja respeitada e ouvida, e que esse caso sirva de lição: o combate real ao machismo começa dentro de casa – ou, nesse caso, dentro do próprio partido. O povo está de olho e não esquece: moralismo seletivo não engana mais ninguém.
