Conforme os dados levantados, a aeronave registrada em nome de uma empresa do empresário Luiz Osvaldo Pastore efetuou voos entre Ourinhos (SP) — município com aeroporto mais próximo ao resort — e Brasília, em datas que coincidem com períodos em que equipes de segurança foram deslocadas ao Tayayá para acompanhar um ministro do STF na região.
O resort em questão já esteve no centro de questionamentos porque parentes de Toffoli foram sócios do empreendimento até 2021 e, mesmo após a venda formal em 2025, funcionários da propriedade dizem que o ministro ainda é tratado internamente como proprietário. O local também se tornou um ponto de atenção depois que o relator no STF do caso Banco Master, processo que envolve indícios de irregularidades financeiras, foi visto em várias estadias no estabelecimento.
Reportagens anteriores indicam que o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, integrou um fundo de investimentos que comprou a participação de dois irmãos de T
offoli no resort e que essa relação financeira permanece sob escrutínio da imprensa e de políticos.
Em nota, representantes do STF afirmaram que a presença de equipes de segurança tem o objetivo de proteger a autonomia e a integridade de ministros quando estão fora de Brasília, sem comentar especificamente a relação entre a utilização da aeronave em diferentes trechos e os deslocamentos ligados ao resort.
O cruzamento dos registros de voo com os pagamentos de diárias de segurança amplia os questionamentos sobre a coincidência entre deslocamentos oficiais e permanências do ministro em um local já descrito como ligado a interesses particulares, embora não haja até o momento pronunciamento oficial detalhando a justificativa completa para essas operações.
