O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu afastar por dois anos a juíza federal Gabriela Hardt, magistrada que ganhou projeção nacional por substituir Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba e por condenar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo do sítio de Atibaia, no âmbito da Operação Lava Jato. A decisão foi tomada nesta terça-feira (4), informou o Metrópoles.
Além do afastamento cautelar, o CNJ prorrogou por mais 180 dias o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apura a atuação de Hardt na homologação de um acordo firmado entre a força-tarefa da Lava Jato e a Petrobras.
Segundo a investigação administrativa, o Conselho analisa possíveis irregularidades na homologação do acordo. O processo disciplinar, supostamente, não tem relação com a condenação de Lula no caso do sítio de Atibaia, mas sim com a condução desse acordo envolvendo recursos da Petrobras. A magistrada nega ter cometido qualquer irregularidade.
A decisão do CNJ mantém Gabriela Hardt afastada de suas funções enquanto o processo administrativo continua em tramitação.
Fonte: Metrópoles.
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