Depois da condenação, Ramagem saiu do país de forma irregular e conseguiu entrar em território norte-americano utilizando um passaporte diplomático. Esse documento, no entanto, perdeu validade após a perda do mandato parlamentar, o que comprometeu sua permanência legal nos EUA.
A prisão foi realizada por agentes da imigração americana, que atuam justamente em casos de estrangeiros com pendências legais ou situação migratória irregular. A partir daí, ele deve passar por um processo padrão nesses casos, que inclui a verificação de seus dados, análise de antecedentes e avaliação de possíveis pedidos, como asilo político.
Existe a possibilidade de que sua defesa tente argumentar perseguição política para evitar uma devolução imediata ao Brasil. Ainda assim, as autoridades americanas podem optar pela deportação, especialmente se não houver base legal para permanência no país.
Caso seja deportado, a tendência é que ele seja entregue às autoridades brasileiras assim que desembarcar, já que há ordem judicial contra ele e inclusão em mecanismos internacionais de busca.
Em resumo, a prisão não ocorreu por um crime cometido diretamente em solo americano, mas sim por um conjunto de fatores: fuga da Justiça brasileira, perda da validade de seus documentos e irregularidades migratórias, que acabaram levando à atuação das autoridades dos Estados Unidos.
