Em pronunciamento nas redes sociais e em falas no plenário, Nikolas questionou diretamente: “Cadê a CPI do Master, senador Alcolumbre? O povo quer saber a verdade sobre esse esquema bilionário que envolve gente próxima ao poder. Enquanto isso, o Senado parece mais preocupado em proteger aliados do que em fiscalizar o governo”. A cobrança ganha força entre conservadores que veem na demora uma tentativa de blindar o atual governo de escândalos financeiros.
O parlamentar também direcionou críticas duras ao filho do presidente Lula, Luís Inácio Lula da Silva Filho, conhecido como Lulinha. Nikolas destacou supostas ligações de Lulinha com o fundo Master e com o BTG, afirmando que “o filho do presidente aparece em conversas e documentos que cheiram a favorecimento e tráfico de influência. Se fosse um filho de Bolsonaro, a esquerda já teria montado dez CPIs e estaria gritando ‘corrupção’ 24 horas por dia na mídia”.
Para Nikolas, o episódio expõe mais uma vez o que ele chama de “dois pesos e duas medidas” no sistema político brasileiro: “Quando se trata da família Bolsonaro, qualquer suspeita vira escândalo nacional com cobertura interminável. Mas quando envolve o filho do presidente atual, o silêncio é ensurdecedor. Isso não é jornalismo, é militância. Isso não é Justiça, é seletividade”.
A CPI do Master, proposta inicialmente por parlamentares de oposição, visa apurar denúncias de que o fundo teria sido usado para operações questionáveis, com possível envolvimento de autoridades e figuras próximas ao Planalto. Apesar de ter assinaturas suficientes para instalação, o requerimento segue travado na mesa do Senado – o que, segundo críticos, reflete a influência do centrão e do governo na Casa.
Nikolas Ferreira, que tem se destacado por não poupar críticas mesmo a aliados quando necessário, reforçou que a luta pela transparência não pode ser seletiva. “O povo brasileiro está cansado de impunidade seletiva. Queremos CPI do Master agora, sem enrolação. E queremos que Lulinha explique suas conexões com esse fundo. Transparência para todos, ou ninguém”.
O posicionamento do deputado mineiro ressoa fortemente entre o eleitorado conservador, que vê nele um defensor incansável da accountability – prestação de contas – independentemente de quem esteja no poder. Enquanto o governo Lula tenta focar em pautas econômicas e sociais, episódios como esse mantêm acesa a chama da oposição, mostrando que a direita não vai deixar passar em branco o que considera “corrupção disfarçada de investimento”.
O Brasil merece respostas claras. E líderes como Nikolas Ferreira continuam cobrando: ou todos são investigados, ou ninguém é. A seletividade só beneficia quem já está no topo.
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