Em tom de deboche, Moraes diz ter “feito o que tinha que fazer” após mandar Bolsonaro à Papudinha

Paulo Bahia
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  Horas depois de determinar a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a unidade prisional conhecida como “Papudinha”, no Complexo da Papuda, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou, em tom de deboche e ironia, que “já fez o que tinha que fazer”.


  A declaração foi feita durante um evento acadêmico, diante de uma plateia, quando Moraes comentava de forma descontraída sobre a duração das falas na cerimônia. Em meio aos risos do público, o ministro afirmou: “Eu me contive hoje, né? Acho que hoje eu já fiz o que tinha que fazer”, frase interpretada como referência direta à decisão judicial tomada horas antes.


  O comentário, proferido em tom jocoso, provocou reação imediata nas redes sociais e entre críticos do magistrado, que apontaram inadequação institucional e falta de sobriedade ao tratar de uma medida judicial de alta relevância política e jurídica.


  Mais cedo, Moraes havia determinado que Bolsonaro deixasse a custódia da Polícia Federal e fosse transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, dentro do Complexo da Papuda, em um espaço conhecido como Papudinha, destinado a presos com prerrogativas específicas. A decisão foi justificada oficialmente com base em critérios administrativos e estruturais.


  Apesar disso, o tom adotado pelo ministro ao comentar o assunto fora dos autos foi visto por opositores como provocativo e desrespeitoso, sobretudo por ocorrer logo após a transferência de um ex-chefe de Estado. Para aliados de Bolsonaro, a fala reforça a narrativa de personalização das decisões judiciais e de uso político da jurisdição.

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