O advogado Jeffrey Chiquini apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um requerimento para que seja decretada a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no contexto das apurações sobre um suposto esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O pedido foi protocolado junto ao ministro André Mendonça, que atua como relator dos autos na Corte.
Na petição, Chiquini afirma que existem “indícios sólidos” que justificariam a medida cautelar, destacando o risco de evasão do investigado, em razão de sua residência no exterior e de viagens anteriores fora do país. O advogado argumenta que a prisão preventiva seria necessária para garantir que Lulinha permaneça à disposição da Justiça e não se furte ao processo, caso venha a ser formalmente acusado.
O pedido de prisão preventiva ocorre em meio às investigações da Polícia Federal, que apuram supostas ligações do filho do presidente com um esquema de fraudes em descontos associativos feitos em benefícios previdenciários. Relatórios e depoimentos citados na apuração mencionam conversas e transferências financeiras atribuídas a um dos investigados principais do caso, conhecido como “Careca do INSS”, incluindo relatos sobre valores mensais recebidos por pessoas próximas a Lulinha.
Até o momento, não há confirmação de que o pedido tenha sido aceito pelo STF ou de que existam acusações formais contra Lulinha. A Corte deverá analisar a fundamentação jurídica apresentada e decidir sobre eventual decreto de prisão preventiva ou outras medidas cautelares, como a retenção de passaporte ou monitoramento eletrônico.
